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Alerta! 7 ingredientes muito utilizados que colocam no auge a tendência livre de crueldade nos cosméticos

Ser 'cruelty free' não é apenas não testar cosméticos em animais. Vai mais além, e extrai-se ingrediente por meio da caça animal, estamos a afastar-nos do que exige o novo paradigma de consumo.

Alerta! 7 ingredientes muito utilizados que colocam no auge a tendência livre de crueldade nos cosméticos

Recentemente apareceu e difundiu-se a lista dos 7 ingredientes mais "extraordinários" em cosmética e maquiagem, provenientes de animais. E são, apesar do incrível que soem, são muito, muito utilizados.

Âmbar cinzento, o perfume.
Um dos perfumes mais caros do planeta. E porém, o âmbar cinzento é uma secreção intestinal de cachalote. Uma substância muito fragrante, oleosa e inflamável, de cor escura, de cinzento a negro. Paradoxalmente, e em origem, o seu cheiro é certamente desagradável.


No passado, o âmbar vendia-se mais caro que o ouro ou as gemas. Hoje em dia, devido ao seu custo -entre 7.000 e 15.000 euros por kilo- substitui-se por moléculas sintéticas. Porém, alguns perfumes ainda contêm âmbar cinzento natural, como Mitsouko (Guerlain), Amber Night (Dior) ou Amber Sultan (Lutens).

Cochonilha para os lábios.
A cochonilha é um inseto, perto dos pulgões, que para se protegerem dos seus predadores produz ácido carmínico. Um ingrediente que se utilizou durante muito tempo para fazer uma tinta vermelha que já usava a mesmíssima Cleopatra.

Não só as cochonilha, outros insetos também são triturados para desenvolver os pigmentos dos labiais de diferentes tons vermelhões e rosados.

Esperma de touro, direto ao nosso cabelo.
Rico em proteínas, encaixa na perfeição na composição de certos produtos para o cabelo. Superpopular em Reino unido, sob o memorando de "viagra do cabelo", numa loção de esperma de touro e proteínas vegetais, conseguindo uma loção com a que se massageia o couro cabeludo logo depois de usar o xampu.

O cabelo não é o único que se beneficia. Croácia e Japão também o utilizam em tratamentos antienvelhecimento. Estes dois países comercializam várias linhas de produtos baseados em espermatozoides de touro, ainda que não apareçam concretamente assim chamados nas suas etiquetas.

Óleo de fígado de tubarão, suavizante.
Muitos cremes ou bálsamos labiais ainda contêm uma substância derivada do fígado do tubarão. Principalmente em Ásia, porque a União Europeia proíbe agora a captura de espécies de águas profundas, apreciadas pelo fígado grande.

As marcas de cosméticos acidentais já o substituíram pelo óleo de origem vegetal (azeite, cana de açúcar), menos concentrado e menos puro. Este não é o caso das empresas asiáticas, que continuam a utilizar óleo de fígado de tubarão.

Gordura de ovelha, supersuave.
Tem um bonito nome que te faz esquecer a sua origem. Amplamente utilizado em farmácia e cosméticos, a lanolina, apodada “gordura de lã” ou "cera de lã", obtém-se através da purificação e refinação da gordura que se acumula das glândulas sebáceas das ovelhas depois da tosquia.

É quimicamente uma cera, uma mistura em doses moleculares altas. É um dos poucos produtos animais aprovados por etiquetas orgânicas (natureza e progresso, BDIH). Emoliente, a lanolina suaviza e protege a pele ao mesmo tempo.

Terra de Diatome, arrasa com tudo.
Trata-se de uma rocha sedimentária tanto orgânica como fóssil. A terra de Diatomácias provém da decomposição e depósito de microalgas (diatomácias) no leito sedimentário do fundo marinho.

Fossilizadas durante milhões de anos, as conchas de diatomáceas produzem uma rocha porosa que, quando se tritura, vem em forma de um pó muito fino, composto por 80% de sílice mineral.


A terra de diatomácia faz com que os pratos brilhem, mantém os insetos distantes e desodoriza os sapatos. Mas também se usa e aqui entramos em cheio no mundo da cosmética, para exfoliações.

Células humanas? Sim, leu bem!
A redesenhar um feito histórico, ainda que não se trate em realidade de um animal irracional. Falamos do uso de alguns materiais orgânicos provenientes da raça humana.

A apresentadora norte-americana Oprah Winfrey causou um escândalo nos EUA ao admitir que devia o brilho da sua admirável pele a um creme que continha células de prepúcio humano.

A marca é mais discreta: fala de fibroplastos humanos condicionados. Este componente, derivado do prepúcio, promoveria a produção de colágeno e uma melhor regeneração da pele.

Fabiana Tavares

Jornalista especializado em shows e vida saudável. Fã de música e livros.+ info

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